Muitos tutores gostam de compartilhar petiscos e comidas da mesa com seus animais de estimação. No entanto, nem todos os alimentos humanos são seguros para cães e gatos. Alguns contêm substâncias tóxicas que podem causar problemas gastrointestinais graves e, em casos extremos, levar ao óbito.
Para evitar riscos, confira uma lista de alimentos comuns que não devem ser oferecidos aos pets.
Mesmo em pequenas quantidades, uvas e passas são altamente tóxicas para cães, podendo causar vômito, letargia, diarreia e, em casos graves, insuficiência renal e óbito. Embora a substância responsável pela intoxicação ainda não seja totalmente conhecida, suspeita-se de uma nefrotoxina ou reação anafilática que compromete os rins.
A dose letal é pequena: apenas 2,8g de passas ou 19,6g de uvas frescas por quilo do animal já podem ser fatais. Embora não haja registros de intoxicação em gatos, o ideal é manter esses alimentos fora do alcance de todos os pets.
Presente em chicletes, balas, pães e até em algumas frutas, o xilitol é amplamente utilizado como substituto do açúcar. No entanto, para cães, sua ingestão pode causar uma liberação excessiva de insulina, resultando em vômito, fraqueza, ataxia e até colapso. Doses a partir de 0,15g/kg já são suficientes para desencadear esses sintomas em menos de uma hora.
Como não há antídoto específico, o tratamento é apenas de suporte, tornando essencial evitar qualquer exposição ao xilitol.
A toxicidade do chocolate para cães e gatos vem das substâncias teobromina e cafeína, presentes no cacau, café e alguns chás. A teobromina é eliminada lentamente, acumulando-se no organismo e podendo ser fatal mesmo em pequenas quantidades. Já a cafeína, apesar de ser eliminada mais rapidamente, pode causar graves intoxicações.
Doses de 20 mg/kg dessas substâncias já provocam sintomas como taquicardia, vômito, tremores e convulsões. Apenas 4g de cacau em pó por quilo do animal podem ser letais. Como não há antídoto, a prevenção é essencial para evitar intoxicações.
Muito utilizados na culinária, cebola, alho e cebolinha podem ser fatais para cães e gatos, mesmo em pequenas quantidades. Crus, cozidos ou desidratados, esses ingredientes destroem os glóbulos vermelhos, causando anemia severa.
Os sintomas incluem gengivas pálidas, fraqueza, taquicardia e, em casos graves, vômitos, diarreia e óbito. Apenas 5 a 10g de cebola por quilo do animal já são tóxicos, e gatos são ainda mais sensíveis. Sem antídoto específico, a única forma de prevenção é evitar qualquer ingestão.
O álcool, presente em cervejas, vinhos e demais bebidas alcoólicas que podem fazer parte do cotidiano dos proprietários de pet, possui em sua composição o etanol, substância capaz de causar depressão dos sistemas nervoso central e respiratório de cães e gatos. Os sinais clínicos de intoxicação por etanol são: ataxia, redução de reflexos, alteração comportamental, diminuição da frequência respiratória e parada cardíaca. Em casos mais graves pode levar o animal ao óbito.
Se o seu pet ingerir um alimento tóxico, entre em contato imediatamente com um veterinário para iniciar o tratamento o quanto antes. Nunca tente receitas caseiras, pois não existem antídotos específicos para esses casos. A rapidez no atendimento é crucial.
Para prevenir intoxicações, mantenha alimentos humanos fora do alcance dos animais e ofereça apenas rações balanceadas e adequadas às necessidades nutricionais de cães e gatos.